O Futuro das Fábricas de Açúcar

O futuro do setor açucareiro já começou. Veja como as novas tecnologias e a gestão inteligente de dados elevam a produtividade e a competitividade das usinas.
DDGS: o novo pilar estratégico do agro brasileiro

Por que a qualidade da secagem vai definir quem lidera o mercado de coprodutos do etanol de milho.
Case: Automação Completa para Fábrica de Açúcar em 2026
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Projeto Integra Instrumentação, Controle e Supervisão Industrial
6 sinais de que seu fornecedor está prejudicando seus projetos industriais
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Fabricação de Açúcar: como reduzir perdas e aumentar a qualidade do açúcar produzido?

Entenda como reduzir perdas industriais e aumentar a qualidade do açúcar produzido através do controle técnico do tratamento de caldo e do cozimento do açúcar.
Desvendando o Tratamento de Caldo: como funciona, principais erros e como dominar o processo?

Entenda como funciona o tratamento de caldo, os principais erros operacionais e como dominar o processo para aumentar rendimento, qualidade e eficiência na usina.
Por que o Tratamento de Caldo é o que Define o Lucro da Usina?

Entenda por que o tratamento de caldo é decisivo para o lucro da usina, impactando rendimento, qualidade, eficiência energética e estabilidade operacional.
Cozimento de Açúcar: Sistemas Batelada vs Contínuo na Indústria Automatizada

Entenda as diferenças entre sistemas batelada e contínuo automatizados e seus impactos em rendimento, qualidade e eficiência.
Da Lavoura ao Cristal: A Jornada Inteligente do Açúcar

Da lavoura ao cristal, entenda como a automação transforma a produção de açúcar, elevando rendimento, qualidade e eficiência industrial.
A Precisão como Pilar da Eficiência: A Necessidade de Medições Avançadas na Evaporação do Setor Sucroenergético

O setor sucroenergético, uma das forças motrizes da economia brasileira, opera em um ambiente de alta competitividade, onde a máxima eficiência e a otimização de recursos são cruciais para a rentabilidade. Em meio a um processo produtivo complexo, a etapa de evaporação do caldo de cana se destaca como um ponto crítico, cujo desempenho impacta diretamente o consumo de vapor, a qualidade do xarope e, consequentemente, a eficiência geral da planta. Nesse contexto, a precisão na medição de nível dos evaporadores transcende o status de um simples controle de processo, tornando-se um pilar estratégico para a competitividade da usina. O Desafio da Medição em Ambientes Instáveis Tradicionalmente, a medição de nível em evaporadores tem sido realizada por transmissores de pressão diferencial. Embora tenham atendido às necessidades do setor por muitos anos, esses instrumentos apresentam uma limitação intrínseca: sua medição é indiretamente afetada pelas variações de densidade do caldo. Durante o processo de evaporação, a concentração de sólidos (Brix) aumenta, alterando a densidade do líquido. Essa variação pode levar a leituras de nível imprecisas, resultando em um controle deficiente da alimentação do caldo e da retirada do xarope. Um controle inadequado nesta etapa pode causar desde o arraste de açúcar para os condensadores até a queima do produto por baixo nível, gerando perdas significativas e instabilidade operacional. Como destacado pela Fertron, empresa com 40 anos de experiência em automação para o setor, o “baixo controle sobre variáveis críticas” e o “alto consumo de energia em processos como moagem e evaporação” são desafios comuns enfrentados pelas usinas [1]. A falta de dados confiáveis e em tempo real dificulta a tomada de decisão e a otimização do processo, perpetuando gargalos operacionais que impactam a rentabilidade. A Solução Radar: Precisão e Confiabilidade Incontestáveis Diante dos desafios apresentados pelos métodos tradicionais, a tecnologia de medição de nível por radar surge como a solução mais eficiente e confiável para a evaporação. Diferentemente dos transmissores de pressão, os radares — sejam de onda livre ou de onda guiada — realizam uma medição direta da distância entre o sensor e a superfície do líquido. O princípio de funcionamento, baseado no tempo de voo de um sinal de micro-ondas, não é afetado por variações de densidade, pressão, temperatura ou vácuo, condições típicas do processo de evaporação. Essa independência das condições de processo garante uma medição de nível precisa e repetível, permitindo um controle muito mais fino e estável da alimentação e da concentração do caldo. O resultado é um processo de evaporação otimizado, com menor consumo de vapor, maior estabilidade operacional e um produto final de maior qualidade e consistência. Tecnologia de Medição Princípio de Funcionamento Influência da Densidade Precisão na Evaporação Transmissor de Pressão Medição de pressão hidrostática Alta (medição indireta) Baixa a Média Radar (Onda Livre/Guiada) Medição do tempo de voo de micro-ondas Nenhuma (medição direta) Alta a Muito Alta A Visão da Fertron: Rumo à Transformação Digital A recomendação pela tecnologia de radar está em total alinhamento com a visão de futuro para o setor sucroenergético, que aponta para uma transformação digital cada vez mais profunda. A Fertron, em sua documentação sobre o tema, enfatiza que a modernização da instrumentação é o primeiro passo para a digitalização, pois “sem dados confiáveis, não há transformação digital” [1]. A implementação de “instrumentação inteligente com sensores precisos e conectados” é a base para a criação de uma operação conectada, inteligente e orientada por dados. Conclusão A busca por maior eficiência e competitividade no setor sucroenergético passa, inevitavelmente, pela adoção de tecnologias que garantam maior controle e precisão sobre os processos. Na etapa de evaporação, a substituição de tecnologias de medição de nível convencionais por sistemas baseados em radar representa um salto qualitativo, eliminando a incerteza causada pela variação de densidade e proporcionando uma base sólida para a otimização do processo. Como aponta a experiência da Fertron, investir em medições precisas não é apenas uma melhoria operacional, mas um passo fundamental na jornada de transformação digital que irá definir os líderes do setor no futuro. Referências [1] Fertron. “Transformação Digital no Setor Sucroenergético”. Disponível em: https://www.fertron.com.br/2025/08/04/transformacao-digital-no-setor-sucroenergetico/